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Um passo nunca vem só

Um passo nunca vem só

A minha receita infalível para ficar em forma! #33

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Como é que fizeste para mudar?

Como é que conseguiste?

Podes ajudar-me?

 

Estas são algumas das perguntas que me fazem quando encontram o meu blogue. E eu sei bem o que é estar “desse” lado, daquele lado em que achamos que estamos na presença de alguém que conseguiu um feito inédito! Uma super pessoa, que com os seus super-poderes ou uma fórmula secreta passou de gordinha a magra e tonificada como que por magia.

 

Então permite-me a desilusão… não sou nada disso. Sou só uma pessoa normal, uma mulher como muitas outras, casada, com dois filhos (4 e 8 anos), o mesmo trabalho dos últimos 13 anos (até há 5 meses, altura em que até isso resolvi mudar!), com ciclos menstruais, apetites vorazes, dias de bom feitio e de mau feitio, sem passado no atletismo ou no fitness. E tal como muitas outras mulheres, há 3 anos dei por mim quase deprimida por me ter deixado chegar àquele “ponto”: GORDA!

 

Outra característica minha na altura (e sempre), para além de gorda: inconformista. Nunca me conformei com a ideia daquele eu que vestia o 42, que olhava de lado para o espelho. Na verdade houve um tempo em que acreditei naquele discurso da inevitabilidade, do género: “o nosso corpo muda tanto”, “isto depois dos 30 é inevitável”, “já estive grávida duas vezes, é natural que o corpo sofra estas alterações”, “sou larga de ossos, nunca vestiria o 36”. Menina, mulher, amiga: falso, falso, falso!!!

 

Uma resposta breve para as questões do início:

 

Como é que fizeste para mudar?

Não fiz. Fui fazendo. E ainda faço, todos os dias. Não há receitas infalíveis, nem fórmulas milagrosas. Mas há um comprimido que podes tomar: Fordevon. Conheces? Também conhecido por FOrça DE VONtade. A força de vontade não está sempre disponível, mas temos de contrariar a falta da força de vontade e dar-lhe uma hipótese de crescer e quando os resultados começam a aparecer, ela multiplica-se. Se for preciso procura ajuda para comer melhor e para te começares a mexer.

 

Como é que conseguiste?

Não consegui. Fui conseguindo. E vou conseguindo todos os dias. Procurei regrar-me a comer e a treinar. Treinar pelo menos 3 vezes por semana e nunca estar 3 dias sem correr. Mas comecei por caminhar e sempre com um objetivo: isto tem que me dar algum gozo, porque se começa a ser só sofrimento, acaba depressa… Provavelmente ser teimosinha, ter um espírito competitivo, e procurar sempre superar-me acabou por me dar uma ajudinha!

 

Podes ajudar-me?
Posso claro! Por isso é que comecei este projeto, este blogue Um Passo Nunca Vem Só. Para que o possas ler, para que possas acompanhar o meu percurso e perceber que não fiz nada que tu não consigas. Podes fazer-me perguntas, tentarei responder.
Mas se me permites vou recomendar-te a pessoa ideal para te ajudar: TU!

Questiona-te! O que é que tu queres? O que é que te está a impedir de alcançar o teu objetivo? O que é que tu podes fazer hoje para ficares mais próximo deste objetivo? Depois de responderes, começa. Não é amanhã, é hoje. Começa agora e não pares durante os próximos 66 dias de fazer este exercício e de o praticar. Dizem os entendidos que é tudo o que precisamos: 66 dias para instalar o hábito.

 

Para terminar vou deixar só mais uma sugestão: durante este 66 dias proíbe-te de dizer “eu não consigo”. Não TE limites. Podes ainda não ter lá chegado, ainda não ter conseguido, mas é muito diferente de te boicotares e quereres fazer-te crer que não és capaz: acredita, faz isso por ti

Falha o plano A? O alfabeto é grande à bruta… #32

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O plano A era correr para todo o sempre sem nenhum contratempo, que tal? Era bom, mas é utópico.

 

Contratempo nº 1 uma amiga indesejada ANNE MIA, também conhecida por deficiência de ferro no organismo. Há muitas variantes, muitas causas, muitas intensidades. Os meus resultados são… assustadores. Reservas de ferro quase inexistentes, tudo o que é indicadores bem cá para baixo e de acordo com o médico necessidade de abrandar o ritmo da atividade desportiva.

 

Necessidade de ativar o plano B. Negociei uma dose cavalar de ferro até estar concluído o desafio Évora – Fátima a correr, mediante o compromisso de reduzir as distâncias e o número de treinos após esta data e até estar o diagnóstico devidamente concluído e os níveis dentro do aceitável.

 

Passados que estão 20 dias da chegada a Fátima, ainda não consigo correr. A única tentativa que fiz foi bem esclarecedora do excesso que aquelas 4 maratonas consecutivas representaram para este corpo mal preparado.

 

Necessidade de ativar o plano C. Caminhadas e rolos (bicicleta estática) pareciam ser boas opções para efeitos de recuperação ativa. A primeira tentativa de caminhada (vá, em ritmo passeio no campo) correu bem, mas as duas seguintes (mais ativas) resultam numa moinha na anca e dores absurdas nos tendões de aquiles. As mesmas dores que senti quando tentei correr 11 dias após o regresso de Fátima. A bicicleta estática, no quintal lá de casa… cortem-me os pulsos! Não tenho mesmo paciência nem feitio para estar a olhar para o vazio, mesmo que seja por meia hora.

 

Eis que chegámos ao atual plano D:

- Fazer rolos com companhia/distração, pode ser? Ok. Vamos então até ao Évora Bike Box. Com banda cardíaca metida e em frente ao programa (eu cá adoro jogar Wii, logo achei aquilo o máximo!). Percurso sem grandes subidas, o objetivo é trabalhar as pernas, reforço muscular, dar uso às articulações sem impacto e exercício aeróbico. Posso sempre combinar com as amigas da roda fina um treino, se elas não puderem tenho lá o Gil Santos para me aturar.

 

- Fazer bicicleta ao ar livre. Ok! O objetivo é o reforço muscular, portanto vamos de BTT que até gera maior atrito e tenho mesmo que puxar pela pernoca. Posso sempre acompanhar uns treinos longos dos amigos corredores (e faço umas piscinas para trás e para a frente para meter mais uns km).

 

- Massagens de recuperação. Ok. Programa de massagem de recuperação ativado. Depois de alinhada a estrutura no osteopata, é preciso recuperar os músculos/tendões até que a inflamação desapareça por completo. A Rita no Equilibrium Centro Terapêutico vai tratar dessa matéria.

 

Junto a isto uma alimentação rica em ferro (juro-vos que já deito beterraba & companhia pelos olhos!) e voilá aguardo por melhores dias.

 

Isto para quem correr 3 dias por semana já era tão certinho como beber água tem sido uma adaptação e peras! Sem dramas, sem autocomiseração. As coisas são como são e nada acontece por acaso.

 

Se tiverem que vir os planos E F G H, pois que venham que o alfabeto é grande à bruta.

 

Se antes estava tudo a “correr” bem, agora está tudo “sobre rodas” e amanhã… quando amanhã chegar logo se vê porque de uma coisa tenho a certeza: um passo nunca vem só.