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Um passo nunca vem só

Um passo nunca vem só

Está tanto frio... GRAÇAS A DEUS! #17

O estado do tempo é sempre um bom quebra-gelo para qualquer conversa, vai daí que para começar um post também resulta: já viram o frio que por aí vem?!

Não meus amigos e minhas amigas, não é o calor do verão que nos impede de treinar (aquele que nos faz evaporar a energia, como me senti na primeira prova em Viana do Alentejo), não é a chuva abençoada (que faz aquelas poças todas no chão onde podemos libertar a criança que há em nós) e, surpresa das surpresas, também não é o frio.

Até porque frio, frio, frio sentem os senhores lá na Sibéria e nesses sítios assim. Aquilo a que o português tem direito é uma baixa de temperatura, vá lá com sorte, uma massa de ar frio que vem não sei de onde, mas frio à séria, daquele que paralisa, que queima as extremidades... deixem-se de tretas, não temos disso!

Já ouviram falar em Crioterapia? Diz que é assim um tratamento à base do frio e que se aplica em dezenas de situações: desde tratamentos estéticos e terapêuticos da pele (tonicidade, gordura localizada, celulite, manchas), até à recuperação desportiva e prevenção de lesões (neste caso os atletas submergem o corpo em água com gelo, conhecido por ser um poderoso anti-inflamatório).

Há pessoas que pagam fortunas por estes tratamentos. Ora o corredor destemido, tem estes tratamentos todos de borla, pumba! Basta apresentar-se a correr como se, em vez de ir encarar o frio da Sibéria, estivesse a correr, sei lá... em Portugal.

Dito isto é difícil esconder que esta, a altura do frio, é a minha altura preferida do ano para correr. E corro de calções e manga curta, como no resto do ano. Não uso luvas (às vezes os dedos custam a aquecer, mas aquecem!), não uso gorro, não uso casacos. Vá, em circunstâncias extremas e no limite uso ou uma manga comprida (que dá sempre para arregaçar), ou um daqueles corta-vento muito leves que a determinada altura terei que atar à cintura e só porque será preciso esperar algum tempo na rua antes de começar a correr.

É claro que no início também me vestia a rigor para encarar o frio. Recordo com carinho o meu treino no emblemático Central Park, em Nova Yorque, em Novembro de 2014, aí sim já com uns graus negativos consideráveis.

Fui passear aos States e claro que correr no Central Park é daqueles "must do" do turista amante da corrida. Saí uma manhã e claro, fui de gorro, luvas, cachecol, casaco polar, calças e perneiras de lã: ia morrendo assada!

 

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Quando já ia a dizer mal à minha vida com o calor, e a pensar onde é que ia carregar tanto acessório se me começasse a despir, passa por mim, um batedor de carro, e os primeiros atletas de uma corrida  que estava a começar ali mesmo, no Central Park! Vestidos como?! Calção e camisola de manga cava. Eu asseguro: estavam muitos graus negativos, mas aqueles atletas iam descascadíssimos. Foi o dia do clique! Então eu que não suporto correr com calor, equipo-me desta forma para quê?

 

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"A" peça de roupa para correr no tempo frio? Eu elejo o buff, se quiserem, a gola multiusos (mas de algodão, nada de polares). Nem sequer é pelo frio, mas se estiver muito vento é o melhor amigo dos ouvidos, se não fizer falta nenhuma, duas voltas e fica em modo pulseira, não chateia nada.

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Constipações?! Nunca... Diz que correr reforça o sistema imunitário. Arranjem lá outra desculpa.