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Um passo nunca vem só

Um passo nunca vem só

Saltos altos forever!!! #7

Quando as dores da corrida nos começam a atacar o corpo tendemos a relativizar (acho que acontece a muita gente). Tomamos uns anti-inflamatórios, abrandamos os treinos, tomamos mais uns anti-inflamatórios e esperamos que vá passando.

 

Foi o que fiz durante uns bons meses até que as dores me venceram.

 

O primeiro passo dei-o após a meia-maratona dos descobrimentos e na verdade, nunca mais o larguei. Foi nesta altura que experimentei pela primeira vez a massagem desportiva para recuperação muscular. Não exige muito tempo, cerca de 30 minutos, e é absolutamente milagrosa.

 

Com o passar do tempo, à medida que treinamos ou participamos em provas, ainda que possa ser com pouca intensidade, a verdade é que a fadiga muscular se vai acumulando. A massagem desportiva que faço, de resto sem uma periodicidade definida, mas sempre que acho que se justifica, ajuda-me a aliviar a tensão muscular, alguma rigidez e tenho também a noção que é um bom auxiliar para prevenir alguns problemas que podem ser até agudos, mas que a massagem evita que se tornem crónicos. Não raras vezes, deixei de sentir algum desconforto muscular pela via destas massagens. E aqui só posso falar do que conheço, das mãos fantásticas da Rita Barroso que, no Centro Terapêutico Equilibrium, me tem tratado de forma absolutamente fantástica.

 

Depois há outras dores que são devidas à nossa postura, que facilmente fica desalinhada. O que tem a ver com a estrutura óssea não se resolve com massagem. Também em boa hora fiquei a conhecer as maravilhas da Osteopatia. Não é uma especialidade para se recorrer de forma tão regular como as massagens, mas é também um excelente aliado de quem está atento aos sinais do corpo. Uma consulta na hora certa previne que certas dores se instalem por demasiado tempo. Comigo tem resultado lindamente!

 

A dor no pé de facto chateou-me durante muito tempo. Depois da primeira meia-maratona resolvi então procurar o Podologista! Gostei muito da consulta de diagnóstico e cheguei ao ponto de fazer um raio-x às duas pernas por suspeita de diferença patológica do comprimento do fémur, que afinal não se veio a confirmar.

 

Na verdade a origem do problema estaria na curva do meu pé e na minha passada, concretamente, na forma como o meu pé toca no solo, a zona de impacto e a tensão nos tendões.

 

Chegou-se então à conclusão que umas palmilhas ortopédicas, feitas à medida, seriam a solução para me livrar de vez daquela dor. Outra questão seria o meu calçado do dia-a-dia… ponto sensível! Disse-me então o senhor Podologista que, idealmente deveria também usar umas palmilhas de correção no meu dia-a-dia e… deixar de usar saltos altos! Muita calma nessa hora!!!!

 

Percebo a lógica da recomendação, mas de facto há uma linha que separa aquilo que eu estou disponível para fazer em prol do meu bem-estar na prática desportiva, e o que nem pensar! Da mesma forma que não pondero vir a correr os 21km em 1h30, porque implica sofrer, tão pouco ponho em hipótese abdicar dos saltos altos… Se a calçada da cidade de Évora, onde se inclui a rampa de São Miguel que subo todos os dias ainda não me demoveu, nada o fará. Saltos altos forever!

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É de facto o sonho dos podologistas (ou não) o fim dos saltos altos, mas sejamos honestos… qual é o plano B??? O senhor encolheu os ombros e sorriu-me, como quem diz, eu fiz a minha parte em avisá-la!

 

Paguei mais por aquelas palmilhas do que pelos ténis topo de gama da Nike com que andava a correr (comprados nos saldos, mas ainda assim…). Usei-as de forma religiosa durante mais de um ano. A primeira utilização foi dramática, mas tinha sido avisada que poderia ser. Ainda com a ideia de que correr implica que todo o equipamento seja XPTO, levei as boas das palmilhas e umas meias de corrida que têm estrias na planta do pé… ui! Ganhei umas bolhas! Mas foi apenas para perceber que a boa da meia simples, poliéster, poliamida e algodão, sem costuras, nem outras complicações são as melhores amigas dos meus pés.

 

A pouco e pouco, ao fim de um ano, fui deixando de as usar. Umas vezes usava, outras não, até que as coloquei definitivamente de parte e as dores no pé ficaram arrumadas com as palmilhas

 

Os saltos altos lá no armário... ainda ganham em número aos ténis de corrida!

 

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