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Um passo nunca vem só

Um passo nunca vem só

Falha o plano A? O alfabeto é grande à bruta… #32

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O plano A era correr para todo o sempre sem nenhum contratempo, que tal? Era bom, mas é utópico.

 

Contratempo nº 1 uma amiga indesejada ANNE MIA, também conhecida por deficiência de ferro no organismo. Há muitas variantes, muitas causas, muitas intensidades. Os meus resultados são… assustadores. Reservas de ferro quase inexistentes, tudo o que é indicadores bem cá para baixo e de acordo com o médico necessidade de abrandar o ritmo da atividade desportiva.

 

Necessidade de ativar o plano B. Negociei uma dose cavalar de ferro até estar concluído o desafio Évora – Fátima a correr, mediante o compromisso de reduzir as distâncias e o número de treinos após esta data e até estar o diagnóstico devidamente concluído e os níveis dentro do aceitável.

 

Passados que estão 20 dias da chegada a Fátima, ainda não consigo correr. A única tentativa que fiz foi bem esclarecedora do excesso que aquelas 4 maratonas consecutivas representaram para este corpo mal preparado.

 

Necessidade de ativar o plano C. Caminhadas e rolos (bicicleta estática) pareciam ser boas opções para efeitos de recuperação ativa. A primeira tentativa de caminhada (vá, em ritmo passeio no campo) correu bem, mas as duas seguintes (mais ativas) resultam numa moinha na anca e dores absurdas nos tendões de aquiles. As mesmas dores que senti quando tentei correr 11 dias após o regresso de Fátima. A bicicleta estática, no quintal lá de casa… cortem-me os pulsos! Não tenho mesmo paciência nem feitio para estar a olhar para o vazio, mesmo que seja por meia hora.

 

Eis que chegámos ao atual plano D:

- Fazer rolos com companhia/distração, pode ser? Ok. Vamos então até ao Évora Bike Box. Com banda cardíaca metida e em frente ao programa (eu cá adoro jogar Wii, logo achei aquilo o máximo!). Percurso sem grandes subidas, o objetivo é trabalhar as pernas, reforço muscular, dar uso às articulações sem impacto e exercício aeróbico. Posso sempre combinar com as amigas da roda fina um treino, se elas não puderem tenho lá o Gil Santos para me aturar.

 

- Fazer bicicleta ao ar livre. Ok! O objetivo é o reforço muscular, portanto vamos de BTT que até gera maior atrito e tenho mesmo que puxar pela pernoca. Posso sempre acompanhar uns treinos longos dos amigos corredores (e faço umas piscinas para trás e para a frente para meter mais uns km).

 

- Massagens de recuperação. Ok. Programa de massagem de recuperação ativado. Depois de alinhada a estrutura no osteopata, é preciso recuperar os músculos/tendões até que a inflamação desapareça por completo. A Rita no Equilibrium Centro Terapêutico vai tratar dessa matéria.

 

Junto a isto uma alimentação rica em ferro (juro-vos que já deito beterraba & companhia pelos olhos!) e voilá aguardo por melhores dias.

 

Isto para quem correr 3 dias por semana já era tão certinho como beber água tem sido uma adaptação e peras! Sem dramas, sem autocomiseração. As coisas são como são e nada acontece por acaso.

 

Se tiverem que vir os planos E F G H, pois que venham que o alfabeto é grande à bruta.

 

Se antes estava tudo a “correr” bem, agora está tudo “sobre rodas” e amanhã… quando amanhã chegar logo se vê porque de uma coisa tenho a certeza: um passo nunca vem só.

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