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Um passo nunca vem só

Um passo nunca vem só

Correr em Grupo... é uma merda! #52

 

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Correr em grupo é uma merda!

Antes que me crucifiquem passo a expôr os meus argumentos.

- Em primeiro lugar correr em grupo é uma merda porque nos "obriga"! Obriga-nos na medida em que sentimos que há ali um laço, um compromisso, um dia, uma hora, um treino que alguém vai conduzir, não pode ser no dia seguinte, nem mais tarde (tão tarde, que "afinal já não vou hoje!").

 

- Em segundo lugar, há sempre alguém a puxar por nós, naquele momento em que pensas "chega disto, vou voltar para o carro", há uma voz amiga que te faz seguir no sentido do grupo e fazem-se sempre mais uns quilómetros do que aqueles que a nossa mente preguiçosa estava disposta: "mas não podemos atalhar já por aqui???"

 

- Em terceiro lugar, é o ritmo. Vamos no nosso ritmo de conforto até percebermos que podiamos estar a ir um pouco mais rápidos para acompanhar o grupo, começamos a arfar, a dizer mal à vida e no final: "UAU, eu fiz estes quilómetros a este ritmo?!" = superação!!!!

 

Então na verdade é das melhores merdas que acontece a quem quer correr e, tal como eu, tem ataques de preguicite, tem acessos de procrastinação, tem uma tendência danada para adiar, para deixar para amanhã, para atalhar o percurso, para ir mais devagar "que eu vou bem assim".

 

E depois um grupo de corrida faz coisas horríveis do género, levar-nos por caminhos, zonas, trilhos que sozinhos nunca percorreríamos, mostrar-nos ruas, bairros e travessas da cidade onde vivemos que nem sonhávamos que existiam ou permite-nos conhecer quase tanta gente nova como quando mudamos de escola (vocês não sei, mas há muita gente que muda de escola há mais de 20 anos).

 

Quem ainda não experimentou não sabe o que anda a perder... há merdas que vale mesmo a pena experimentar!

Se te custa correr, porque é que corres? #51

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Isto de correr, tem muito de penar. É verdade e quem disser que não, está a mentir.

 

E por isso é legítima a pergunta: MAS POOOORQUÊEEEEEEEE?

 

A determinada altura todos nos perguntamos isto. E hoje deu-me pra isso. Ia a correr, a penar e a pensar: “porquê?”. Por que raio uma pessoa se submete de livre vontade a tomar uma ação que sabe que lhe vai custar, que lhe sai do pelo. Nem tinha a desculpa de me ter comprometido com alguém, ou de me sentir na obrigação de responder a um objetivo marcado, nada.

 

E cheguei a uma conclusão simples: a isto chama-se ter um propósito.

 - Porque é que vamos estudar (já naquela fase em que o ensino não é obrigatório), sabendo que vamos queimar as pestanas, que vamos fazer serões agarrados aos livros, aos trabalhos?

- Porque é que escolhemos trabalhar, quando podemos viver encostados a alguém, ou ao rendimento mínimo?

- Porque é que nos casamos, se podíamos viver solteiros e não ter de abdicar, nem ceder, nem partilhar?

- Porque é que temos filhos, se podíamos não ter de cuidar de ninguém, nem de limpar cocós, nem de passar noites em claro, nem de andar sempre com o coração nas mãos.

 

Porque temos uma expectativa e temos um propósito.

 

Porque acreditamos verdadeiramente que, de alguma forma, todas estas coisas que não são só rosas, em algum momento nos acrescentam. E com a corrida é igual. Há ali alguma coisa que nos acrescenta. Não é igual para todos, não acrescenta o mesmo, nem de igual forma. Mas acrescenta. Tal como estudo, trabalho, casamento e filhos a corrida traz-nos coisas boas para o corpo e para a cabeça.

 

E enquanto sentimos que o balanço é positivo, perdoamos o mal que sabe pelo bem que faz!

Porra que algum dia tinha que me calhar... foi em Monsaraz! #50

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2018 é o meu "ano para esquecer" a nivel desportivo. Motivos vários fizeram-me abrandar o ritmo dos treinos (isto sou eu a ser simpática comigo, na verdade não tenho treinado a ponta de um corno!).

Desde o dia 1 de janeiro e até ao dia de hoje, 25 de março, fiz-me à corrida 12 míseras vezes (1 treino em Março!)...

Mas o Monsaraz Natur Trail é daquelas provas que não se falham e com um simpático convite dos Piranhas do Alqueva para me associar como embaixadora à prova... nem que chovessem picaretas, tinha que ir.

A prova de 12km era duuuuuuuuura! Um sobe e desce impiedoso, muita lama, muita pedra, muito socalco, durinho, durinho.

Ao contrário das outras edições, este ano o início e o fim da prova estavam instalados no Castelo de Monsaraz, mais um ponto a favor de uma prova cuja paisagem não tem igual aqui por estas bandas.

As marcações, a organização, os voluntários, os abastecimentos, tudo preparado ao mais infímo detalhe. Com o cuidado e o carinho de quem quer bem a quem ali vai.

Posto isto resta-me dar os parabéns aos Piranhas e renovar o meu agradecimento, por um lado pela oportunidade de ser uma das caras de uma prova que levo no coração e por outro lado pelo empenho com que a organizam, e que ajuda claramente a subir o nível do trail que se organiza no Alentejo.

Quanto a mim... bem...

Algum dia tinha de ser o dia! Algum dia tinha que me calhar não me sentir em condições de me superar. E assim sendo, deu para tudo. Para desfrutar da paisagem, para tirar fotos, fazer vídeos, conversar com os companheiros do caminho... acabou por ser uma nova experiência nas distâncias curtas.

Meti a teste uns óculos para ver se resolvo o meu problema de lágrimas em prova (deixo de ver!) e, se não foi só coincidência, parece ter resultado.

Por outro lado voltei a cair em prova, baaaaaahhhhh... Já tinha saudades de me esbardalhar. Pontapé numa pedra e... pumba! Parecia uma tartaruga ninja enrolada pelo chão antes do salto para kick rotativo no ar. Apesar de tudo não me magoei, o impacto foi com as mãos e levava as minhas ricas luvas "ampara-quedas". A companhia da minha equipa, rever companheiros de andanças, conhecer malta nova e... cerveja no final porque tudo está bem, quando acaba bem!

 

 

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Ultra Trail e Mini Trail não há cavalo nem burro! #49

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Depois das provas de Ultra-Distância (+44 km) o ano passado e da paragem no verão à conta da anemia, entendi que o meu regresso às provas deveria ser ajuizado e progressivo (sim mãe, aos 38 anos estou a ficar uma mulherzinha).

 

Gosto de novidades e de sentir-me desafiada. A aposta foi então experimentar trails nas distâncias mais curtas, experiência inédita para mim. O trail mais curto que tinha feito foram 17 km em março de 2016, a partir daí foi sempre entre os 22km e os 44km. Nos trails, para uma pseudo-desportista como eu isto significa sempre andar umas horas boas em cima das pernas pelas serras adentro. E quando digo horas boas muito facilmente entre 4 e 8 horas (sim uma vez precisei 7 horas para fazer 25km, no Louzã Trail, brrrr… mas também já fiz mais de 40km em 6h30, no Trail de Barrancos!)

 

Bom, então, a grande novidade para mim é ir para uma prova de trail e em mais ou menos duas horas ter o assunto despachado, eh… que maravilha!

 

Em novembro de 2017 estreei-me nestas novas andanças no I Trail Iberlince de Barrancos onde fui levar um belo empeno de anunciados 11km, mas que graças a um acrescento de IVA e outro de um erro meu de percurso resultou nuns fantásticos 14km, em 2 horas (um tempo excessivo para os quilómetros e para o tipo de percurso, mas em que aprendi umas coisas) – uma prova de excelência a todos os níveis!

 

Hoje fui até Portalegre ao Trilho dos Reis à pala da crónica que escrevi o ano passado quando fiz pela primeira vez uma prova de Ultra-Distância e me sagrei ultra corredora “de papel passado”, que me valeu uma inscrição para a prova deste ano e voilá 1h34 minutos tinha o assunto tratado. Fi-lo na belíssima companhia da Sónia do SC de Portel e continuo cá na minha: correr acompanhado é todo um outro nível de motivação, alegria, etc e tal. Obrigada Sónia!!!!

 

E tenho que vos dizer que gosto das duas modalidades e que não acho nada que o meu percurso seja de cavalo para burro, porque entre uma prova longa e outra curta, não acho mesmo que haja um cavalo e um burro. A classificá-las diria que para uma pertencer à raça dos equídeos a outra teria que ser atribuída a outra classificação animal. São bichos muito diferentes.

 

Fazer uma Ultra implica uma % muito grande de cabeça, de persistência, de paciência, e alguma preparação. Implica saberes falar contigo, falar sozinho, falar alto, negociar contigo próprio, encontrares maneira de justificares de ti para ti porque queres fazer aquilo e como. Numa ultra (estou sempre a falar da minha experiência de pseudo-atleta): tiram-se fotos, não se falha um abastecimento, fazem-se diretos para o Facebook, aprecia-se a paisagem. É tanto tempo na serra que é inevitável, há tempo e oportunidade para tudo.

 

Fazer uma Mini em mim tem um seguinte efeito: máxima concentração possível para despachar aquilo rapidamente (não há cá vagar, nem paciência para fotos, diretos, abastecimentos, paisagens, etc. e tal). É gerir nas subidas, prego a fundo sem amor aos dentes nas descidas, aproveitar os planos para esticar e apontar à meta para ir gozar o after: festejar, ir ver a classificação, ver a malta das outras provas chegar, tomar banho, comer, ver a malta das outras provas chegar, ir tomar banho, mudar de roupa, ir ao carro 3 vezes e continuar a ver a malta das outras provas chegar enquanto o convívio se adensa e as histórias e os abraços se multiplicam.

 

O maior desafio destas provas piiiiquenas? Chegar ao single track antes da malta da caminhada, ou rezar para que a organização tenha feito bem as contas à distância entre provas (mesmo num longo há malta que insiste em inscrever-se para ir caminhar), senão meus amigos, como se diz lá no meu algarve… tá tudo charingado: hora de ponta na 2ª circular não é tão frustrante. Estes amigos não têm culpa nenhuma e até acho que o principal é o espírito de participação, mas alguns deles têm gozo em dificultar a passagem de quem se inscreveu numa corrida, nem sequer para ganhar, mas para correr!

 

Gosto de ambas, a verdade é essa, não acho que haja um cavalo e um burro. Há truques. Em ambas. É preciso ir lá, fazê-las e aprender com elas. Depois o gozo vai aumentando, vais fazendo menos erros e no final do dia a satisfação de cortar a meta é, pelo menos para mim, igualmente compensadora!

Rumo ao 39! #48

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Nos últimos 38 (trinta e ocho) anos acho que jogámos bem, tivemos várias oportunidades de golo, na maioria fomos felizes e concretizámos. Uma ou outra falta pelo caminho, entradas a pés juntos, uns erros do VAR, nada nos derruba. A verdade é que os títulos estão cá todos!


Isto só foi possível graças a um plantel de excelência onde se incluem uma família e amigos ao mais alto nível.


Aos que estão sempre a jogo ao meu lado, titulares ou no banco, das velhas glórias às novas contratações, obrigada por tudo e em particular pelo carinho ao longo do dia de hoje!

É verdade que eu gosto é de correr, mas hoje fomos visitar o Santiago Bernabéu e a inspiração saiu-me para o lado da bola...


#RUMOAO39

E já lá vão 5500 quilómetros disto! #47

12 horas a correr.jpg2017 foi um ano do caraças!

 

Estrei-me na Ultra Distância em Trail, no Trilhos do Reis em Portalegre, fiz a confirmação em Mértola e em Monsaraz ainda me valeu um pódio, fiz Évora - Fátima a correr em 4 dias, superei a porra da anemia que não mata mas mói.

 

Tentei na recuperação da anemia cumprir um plano de treinos, percebi claramente que é vantajoso e que para atingirmos objetivos concretos é mesmo importante. Voltei a Barrancos para me estrear nas distâncias curtas de trail e foi mais um momento muito especial para mim, entre amigos e com a minha família. Fui na qualidade de embaixadora e ainda tive direito a pódio no escalão.

 

Acabei por desisitir do plano e dos objetivos, ainda fiz os 10 km da Corrida Monumental de Évor e gostaria de ter feito os 10km da São Silvestre de Lisboa em menos de 50 minutos. Fiz em 51 minutos e 15 segundos, piorei um minuto em relação ao ano anterior. Mas sei extamente porquê e não fiquei triste nem desiludida.

 

A verdade, verdadinha é que a vida é feita de tantas, tão grandes e pequenas coisas que há alturas e objetivos que só são compatíveis com uma sacrificio que por vezes não estamos disponiveis para fazer. Abdiquei conscientemente daquilo que me causaria menos prejuízo e abrandei o ritmo dos treinos.

 

Há uma certeza que me acompanha em 2018, quero continuar a correr. Gosto profundamente de tudo o que a corrida me trás. 

 

Gosto de saber que os 5500 qulómetros que trago religiosamente contabilizados desde Julho de 2014 na minha aplicação foram feitos pelas minhas pernas, mais depressa ou mais devagar, na estrada ou nos trilhos, sozinha ou em grupo, são todos meus. Isso então é que ninguém me tira.

 

Gosto das pessoas que a corrida me trouxe e ainda mais das que eu trouxe para a corrida, gosto de sentir que a corrida me aguça os sentidos e a escrita, que me define o corpo mas principalmente a cabeça.


2018? Vai ser outro ano do caraças!

É GRÁTIS! Correr em grupo é tão bom! Vamos? #46

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Por esta altura multiplicam-se por todo o pais as iniciativas de corrida que assinalam o final do ano: Corrida de São Silvestre.

 

Com a sua origem no Brasil esta corrida acontecia originalmente na noite da passagem de ano em homenagem ao Papa S. Silvestre, falecido a 31 dezembro de 335.

 

Em Évora de há 3 anos a esta parte o grupo de corrida de que faço parte, Correr em Évora, tem dinamizado uma corrida em grupo, sem caracter competitivo, a que chamou São Silvestre Cidade de Évora e que reune uma média de 300 participantes.

 

O que tem de particular?

- É gratuita
- É aberta a todos os que gostam de correr (5km ou 10km)
- Começa com um aquecimento animado
- Termina com um grande convívio onde o bolo rei e o chá são os protagonistas
- É gratuita (já tinha dito???)
- Há também uma caminhada de 5km

 

É resultado da boa vontade do grupo mas não só, tem muitos e bons parceiros, entidades e empresas da cidade que apoiam a iniciativa e oferecem condições para que tudo decorra com alegria, com boas condições e em segurança.

 

Se quiserem saber mais visitem o evento de facebook neste link


E para se inscreverem é nesta ligação.

 

Um bom ano para todos eclaro... boas corridas!

10 dicas práticas para se iniciar na corrida #45

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1 - Pergunte-se porquê e... escreva!

2 - Defina objetivos realistas e alcançáveis

3 - Guarde registos da sua evolução

4 - Envolva a família e/ou amigos

5 - Nunca diga "eu não consigo"

6 - Estabeleça regras

7 - Adquira equipamento apropriado

8 - Procure pessoas com os mesmos objetivos

9 - Escreva um díário

10 - Comece já

 

Convido-vos a ler em detalhe cada uma destas dicas no blogue Influenciadores neste link!

Já conhecem os dois tipos de lentos na corrida? #44

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Se alguém abriu este texto a pensar que eu ia classificar tipo de pessoas, não é esse o caso.

 

Uma das minhas mais recentes descobertas é que cada um de nós tem dois lentos dentro de si e descobrir o segundo lento é al-ta-men-te!

 

Então, isto de andar a seguir um plano de treino obriga-me a variar o menu, não só ao longo da semana, mas por vezes num só treino tenho de variar o ritmo.

 

Há uma coisa nos treinos de atletismo a que chamam corrida contínua lenta e que basicamente se eu a fizer devo bater todos os meus recordes pessoais de tempo nas mais variadas distâncias. Isto porque para a malta do atletismo, em que correr abaixo dos 4 minutos por quilómetro é normal e desejável em prova, quando vão fazer um treino lento… correm depressa pra caraças, aos olhos do comum do mortais (mesmo aqueles que são corredores de rua).

 

Então, o meu treino por vezes implica alternar ritmos não especificados, do género: 15 minutos lentos + 15 minutos ritmo de prova + 15 minutos lentos. E era aqui que eu queria chegar. Descobri há pouco tempo que tenho dois lentos.

 

A equação é simples: nos primeiros lentos procurei um ritmo de conforto, aquele em que ainda não me ouço ofegar, depois passo para ritmo de prova e aí meus amigos… é pedal a fundo que a meta está à vista, em modo panela de pressão, ora quando volto aos segundos lentos sinto-me confortável quando deixo de chiar e é curioso que depois do motor ter levado aquele aquecimento já não é fácil (nem confortável) baixar para o ritmo dos primeiros lentos.

 

Isto é giro, é mesmo muito giro e desafiante e compensador, experimentem os vossos lentos que vão adorar conhecer o segundo!

Um passo nunca vem so variações de ritmo (1).jpe     Um passo nunca vem so variações de ritmo (2).jpe

 

Isto de correr está cheio de truques #43

Cumpri hoje a 11ª semana de plano de treinos acompanhada pela Rita Barroso no Equilibrium Centro Terapêutico. 11 semanas completamente novas para mim, habituada nos últimos três anos a correr "à la carte de quilómetros" e em grupo, em que dou por mim a correr "por encomenda de ritmo e duração" e sozinha 90% das vezes.

 

Era importante fazer esta introdução para falar daquilo que se passou hoje. Um treino livre de 2 horas. Senti-me manipulada e dei graças a Deus. Isto de raciocinar em quilómetro é tramado, em tempo de treino é diferente, e vai-se a ver... os quilómetros ficam feitos.

 

Se o meu plano hoje me tivesse "mandado" fazer 20km nem sei se tinha tido ânimo para me levantar da cama. Mas "mandava" correr 2 horas e eu encarei isto com tranquilidade e, sem querer, fiz um treino de 20,6km tranquilamente, sem pressão, sem o drama "ai-jesus-agora-tenho-que-ir-correr-uma-meiamaratona-sozinha".

 

Não custou? Custou, claro: apanhei vento de frente, ao fim de de uma hora já sentia uma moinha num joelho, outra num tendão de aquiles, ao fim de hora e meia comecei a sentir os músculos todos on-fire, parecia que tinha metido um spray refrescante daqueles que picam, só o pulmão é que nunca se queixou. E não se queixou porquê? Não havia a pressão dos quilómetros, o treino era de tempo/duração, e duas horas são duas horas a sprintar ou em modo arrastão e entendi que eram duas horas para fazer a sentir-me bem.

 

Chego à conclusão que isto de correr que é uma coisa tão simples como meter um pé à frente do outro, está afinal cheio de truques e progredir é tudo uma questão de descobrirmos aqueles que fazem mais sentido para nós.